sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A entrega.

                                                                                                                                                *pensamento
Vou mandar para você pelo menino que entrega as compras do mercado, uma capsula pequena contendo uma lágrima. Uma!


Nela, estão todos os meus pensamentos, todas as minhas ações, todas as minhas palavras.

Tudo o que senti enquanto estive com você. Tudo o que senti enquanto estive sem você.

Não a subestime por ser uma. Dentro dessa lágrima corre um rio.

Dentro desse rio, banha-se uma alma.

Alma de um corpo que já foi seu!

Olá!

Depois de um tempo sem aparecer,estou de volta cheio de novidades. Vem ai meu livro: "pequenas mentiras cotidianas e aqui, você acompanhará o desenvolvimento de todos os contos que farão parte.

Beijos!!!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Embaralhado!

E eu que disse que não mais escreveria sobre amor, me pego escrevendo e pior: sentindo!


Peco por amar com intensidade? Peco por amar?

Amar nos dias de hoje é tão(...) e mesmo assim me pego amando, me pego pensando, me pego escrevendo e sentindo e refletindo e não mais querendo e ao mesmo tempo (...)!

Sabe, quantas vezes eu pensei em dizer o que penso a você e quando eu disse (...)! E quantas vezes eu pensei em não dizer e quando eu disse (...)! E quantas vezes pensei em (...).

Não. Não quero mais que o que sinto por você modifique o que sinto. Não quero mais esse vício de pensar em você todos os dias. Não quero mais esse ar espectral me rodeando. Não quero mais (...)!

Não quero escrever sobre você. Estou fazendo isso agora . Não! Estou escrevendo sobre mim não é? Será que estamos tão misturados que nem sei se escrevo sobre mim ou sobre você? Será que estamos tão misturados que penso em mim e só vem você? Será que estamos tão misturados como o óleo e a água. E que é o quê nessa história?

Seria eu a água? Seria eu as lágrimas?

Não quero mais escrever sobre (...)!

Está tudo tão embaralhado. Preciso lembrar do que queria escrever. Sobre mim ou sobre você? Ah sim, sobre o amor!

(...)



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Folhas, frases, fragmentos e outras coisas que se encontram... mortas!

Aqui estou. Em uma montanha de pensamentos misturados às lembranças do passado. Passado de ontem, de agora a pouco e anos atrás.


Daqui, do alto dessa montanha, um por de sol agradável enche minha alma de coragem e vontade de não mais voltar para baixo. Estou decidido a não mais descer. A esquecer. A não viver!

Vou ficar aqui. Vou ver a vida passar lá embaixo e as pessoas serem simplesmente pessoas. Vou ver as pessoas vivendo e simplesmente... vivendo!

Lá embaixo não é lugar pra mim. Não me adapto, não me encaixo, não me acho.

Começo então a pegar os papéis, nos quais escrevi a vida inteira. Papéis sobre tudo e todos.

Sobre você... Até um tempo, achei que me encontrei ao te encontrar. Na verdade, nunca me encontrei. Nunca te encontrei. No fundo, sempre fomos dois perdidos! No fundo, todos estão perdidos.

Sobre a vida...Há aqueles que brincam de “ser” e acreditam na vida que criam. Isso parece ser felicidade, mas é apenas um balão que voa incertamente pelo espaço em busca de um galho que possa estourá-lo a qualquer instante.

Sobre mim...Eu encontrei o meu galho e agora estou aqui, com os pedaços do meu balão nas mãos. Qual a cor dele? Quando enchi era da cor de esperança, mas foi passando por tantos lugares que agora está sem cor alguma. Como ele viajou até chegar até aqui.

Papéis, papéis, papéis...

Vou jogá-los daqui do precipício. Digo, montanha!

Este que jogo agora, voará até o rapaz que está caminhando sozinho pensando na vida. Não deveria ter pensando tanto... enquanto pensei na vida, esta estava ali, pedindo para ser mais vivida e menos pensada!

Este agora, voará até o senhor sentado em frente à casa velha. São meus planos para o futuro. Sentado em frente à uma casa velha depois de ter vivido anos tentando ser perfeito. E hoje, só! E amanhã... só! E depois e depois e depois...

Mais um voará até encontrar o jovem sentado em frente ao mar com seu caderno velho, tentando encontrar palavras para se expressar sobre sua e tão de todos, vida!Este aqui, repleto de palavras não ditas e de pensamentos não concluídos, voará até encontrar o jovem em pé em uma montanha de pensamentos. Para que ele perceba, que sua vida sempre foi um balão que agora encontrou seu galho e que sempre esteve cheio de ar. Do seu próprio ar. Ar, que quando entrou nesse balão, levou com ele um pouco de sua alma e que agora, com o balão estourado, se tornou impalpável, incolor, imperceptível ao se misturar ao vento que passa agora.

Quem sentir este vento lá embaixo, perceberá que há nele um pouco da alma de um jovem? Quem o sentiu a vida inteira percebeu que existia uma alma neste jovem?

Estou aqui. De braços abertos. O frio que sinto não é incomum. Sempre o senti,só que vindo das pessoas lá embaixo. Consoantes e vogais começam a me circular. Fragmentos de letras de músicas, poemas. Fragmentos de palavras. Fragmentos...

Me lanço. Me jogo. Eu vou. Eu voou!

O que me espera?Para onde vou?Como será? Não sei. Nunca soube. As incertezas vão comigo para onde... voou!



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

o Antipático

                                                                      *conto que faz parte do livro: Pequenas mentiras cotidianas.

Vou ao Café todos os dias sozinho. Sento.A atendente ,que jura que eu gosto dela, me atende com aquele sorriso. Aquele, que é o mesmo de todas as outras atendentes, do caixa e de todos aqui. Afinal, sorrir é orientação da gerência e deve ser seguida a risca, sob pena de chorar de tristeza ao perder o emprego. Eu também sorrio para ela, para ser educado, mas por dentro quero que ela e todos vão a merda. Não gosto de sorrir.


- O de sempre senhor?- Pergunta ela.

Aceno com a cabeça afirmando e dou um pequeno sorriso. Que imbecil! Venho aqui todos os dias no mesmo horário há cinco anos. Sempre peço a mesma coisa. Por que hoje, justamente hoje, eu iria mudar? Me traz logo o que costumo comer e pronto, não precisa perguntar sua...Ah!

Abro o jornal enquanto espero. Tragédias, impostos, tragédias, futebol, tragédias, celebridades, tragédias...

Ela vem, com aquela cara de peru de natal.

- Seu Capuchinno, seu pão com queijo e seu suco de laranja senhor!

Dou um singelo sorriso. Idiota! Eu sei o que tem na bandeja, não precisa falar. Daqui a pouco ela vai querer me dar detalhes de tudo. Essas pessoas são assim, se você fala um “a” elas já saem falando desembestadas. Faço minha refeição matinal tranqüilo e calado, como sempre. Não gosto de tomar café em casa. Nunca gostei! Prefiro tomar café no Café, apesar de também não gostar das pessoas do Café. Mas enfim. Gosto do café do Café.

Sou o quarto da fila do caixa. A senhora gorda que é a primeira resolveu pagar com moedas, que certamente ela guarda desde a década de 40. Maldita. Se eu pudesse enfiava moeda por moeda pela goela dela e, as que não coubessem enfiava pelo...

- Voçê viu a goleada que o Flamengo deu ontem no Cruzeiro?

A voz é de um velho com cara de pão de duas semanas atrás. Aceno com a cabeça, negativamente e viro para a frente.

- Você não gosta de futebol?- Insiste ele.

- Eu não queria falar com ninguém hoje seu velho desgraçado. Por que o senhor não vai lustrar seu caixão ao invés de ficar perguntado coisas bestas para pessoas que você não conhece só para puxar conversa? – Pensei eu. Ao invés de dizer o que pensava, sorri e disse um sacrificante – Não!

Chega a minha vez de pagar a conta.

- São R$ 12,00 senhor. - diz a caixa, feia.

Eu sei que são R$ 12,00 sua mula. Como aqui todos os dias sempre a mesma coisa e sempre pago para você a mesma quantia! Respiro fundo e dou um pequeno sorriso. Pago meus R$ 12,00, coloco meu óculos e saio. Ah, se ela soubesse que desejo a morte a ela. Desejo que ela seja empalhada viva com aquele sorriso falso de “ eu não quero sorrir mas devo fazer isso senão perco meu emprego”.

Faço um percurso insuportável até chegar ao meu carro.

Passo pelo senhor das frutas que me pergunta todos os dias se quero frutas e eu penso: - Não! Eu não quero frutas ,velho dos infernos! Se eu quisesse eu comprava!

Passo pela moça das flores que me pergunta todos os dias se eu quero flores e penso: - Não! Só se for para colocar no seu caixão sua feia!

Passo também pelo vendedor de jornais que, mesmo vendo que já estou com o jornal nas mãos me pergunta se quero comprar jornal. Meu pensamento: - Não! Não! Não!

Claro que ao invés disso, dou apenas um pequeno sorriso e aceno negativamente com a cabeça para todos.

Ao chegar ao carro, o flanelinha.

- Aê. Guardei seu carro como guardo minha vida. Sabe como é. Cliente bom a gente tem que agradar. – diz ele.

O que eu pensei? - Meu filho. A sua vida perto do meu carro não vale nem a manutenção dele. Olha só para você. Vai tomar um banho e tentar nascer de novo para ver se volta bonito.

O que eu fiz? Dei um pequeno sorriso, paguei os dois reais de sempre, entrei no carro e sai em disparada para o trabalho. Ah, finalmente sozinho. Daqui para o trabalho são quarenta e cinco minutos só. Sem precisar sorrir nem falar nem acenar a cabeça para ninguém.

Agora me veio um questionamento na cabeça. Por que será que essas pessoas ainda insistem em me perguntar as mesmas coisas todos os dias? Por que sorriem para mim todos os dias? Eu sou tão... antipático. Faço um pequeno esforço para não ser tanto, por isso dou o pequeno sorriso. Será que para essas pessoas esse pequeno sorriso vale como um grande sorriso e por isso elas continuam a sorrir para mim? Será? Então... vou parar de sorrir para elas.

O problema, é que eu me acostumei a sorrir para elas e desejar que morram. E elas, se acostumaram a sorrir para mim achando que gosto delas.

Bem, então vamos deixar as coisas como estão. Eu finjo que sou simpática e elas fingem que acreditam.




quinta-feira, 19 de maio de 2011

A ESTAÇÃO. Amor de cinema.

* "A estação" é uma série de contos que se passam numa estação de trem. Aqui você acompanha a primeira.



Duas crianças brincavam de pique-pega. Uma senhora chorava por ter perdido a bolsa. Um homem de terno e gravata com uma bíblia na mão tentava converter meia dúzia de pessoas que o rodeavam. Alheia a tudo isso, Ana olhava fixamente para a linha férrea. Há três anos atrás naquela mesma estação, ela se despediu de Pedro. Ambos tinham vinte anos e ele foi fazer um intercâmbio em Londres. Desde aquele dia, nunca mais se viram, mal se falaram. Ela ficou sabendo de sua volta por meio de amigos. Será que ele ainda sentia o mesmo por ela? Será que todas as palavras de amor que foram ditas foram esquecidas?

Para ela, todo esse tempo foi um tempo de espera. Ela não conseguia esquecer por um momento dos dias que passaram juntos, das idas ao parque, dos estudos na biblioteca. De como ele mexia em seu cabelo ou do seu simples olhar. Será que para ele foi igual?

Quando ele recebeu a proposta para ir, nem sequer perguntou a ela o que achava. Apenas avisou: - Vou daqui a quinze dias.- e pronto! Se fosse o contrário, ela estaria desesperada sem saber se ia ou se ficava, se o levaria ou o deixaria. Mas ele não. Mal quis saber o que ela pensava. Para outras pessoas aquele seria um sinal de que não era nada sério, mas para ela que sentia amor por dois, não importava. Ela podia esperar.

Se ele ficasse lá para sempre, ela iria atrás dele. Se ele não a quisesse por lá, ela ficaria aqui, amando-o a distância. Ela só queria amá-lo. Agora, queria vê-lo chegar. Se ele a ignorar, se não souber mas seu nome, se não a reconhecer, não importa. Ela quer apenas vê-lo. Olhar o rosto vivo em sua memória por todos esses anos.

Para ela que amou sempre por dois, continuar amando não seria problema.

Chega o trem na estação. Os seus olhos brilham mais fortes que os faróis. Seu coração podia ser ouvido mais alto que o apito do trem.

Desce uma velha com sacolas,desce um homem com uma mala, desce uma mulher com um menino de colo, desce ele.

Os olhos se cruzaram. Ele sorriu. Ela nada demonstrava. Tanto esperou por aquele momento que agora mal sabia o que fazer. Ela ficou em silêncio enquanto ele se aproximou.

- Você sabe como faço para chegar ao centro da cidade? – disse ele.

- Como assim? –pensou ela.- Ele não me reconheceu?

- Oi, moça!

Ela em silêncio apenas olhava fixamente nos seus olhos.

- Você não lembra de mim? –disse ela.

- Não. A gente se conhece?

- Eu não sei onde fica o centro da cidade!- ela disse e deu de costas.

Ele começou a rir. Ela virou-se para ele.

- Está rindo do quê? De como sou tola por achar que você ia lembrar de mim? Para você tudo não passou de uma aventura não é? –disse ela.

- Estou rindo por que você é uma tola mesmo. Como pode achar que eu te esqueceria se todos esses dias eu pensava em você? Se toda vez que ia dormir abraçava o travesseiro tentando sentir você? Se toda vez que eu pensava em você eu imaginava que já estaria com outro alguém e que para você eu fui só uma aventura? Como posso esquecer de você se eu te amo?

- Mas você foi embora tão repentinamente e mal quis saber o que eu achava...

- Eu fui embora para saber o que você achava. Eu voltei para saber se você estaria aqui. Essa é a resposta!

Os dois se olharam. Ela sorriu. Ele também. Abraçaram-se e depois deram um longo beijo. Todos que passavam pelo local estatizaram. Uma música invadiu o ambiente. Ela pensou: - Ah, o amor é algo tão simples. A gente é que complica tudo.

A imagem dos dois abraçados foi sendo vista de cima, cada vez mais longe, enquanto a música vai aumentando e o diretor diz:

- Corta! Ficou ótimo!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Escritor, eu?

Estou feliz por está dando passos firmes na carreira de dramaturgo. Agradeço aos meus amigos e leitores que divulgam meu trabalho pelo Brasil. Através disso, eu já estou escrevendo para algumas Cias. de teatro de vários estados. Para minha carreira isso é ótimo. Fiquem por dentro das novidades. Logo mais vocês vão ouvir falar de mim.

;)