Fico pensando: tantas pessoas usam, cotidianamente, da arrogância para lhe dar com todos em sua volta. Ao invés de falarem, impõem. Não olham nos seus olhos, se sentem sempre superiores. Acham que tem um rei na barriga, sempre querem ensinar, sempre querem mostrar que sabem mais que todos. E o que acho de tudo isso? Idiotice. Pura idiotice. Primeiro, porque essas pessoas pagam um grande mico, pois enquanto elas estão se valendo de seu personagem todo poderoso, as pessoas estão rindo delas e de suas atitudes burlescas. Segundo, porque o máximo que essas pessoas conseguem obter, pelo menos de mim, é pena. Tenho pena de ver que essas pessoas não são felizes, e se contentam em destratar, humilhar e desmerecer as pessoas que estão a sua volta, mas não percebem que, no fundo, elas são vítimas de suas próprias atitudes. Elas não percebem que estão sós, que ninguem sequer faz questão de tê-las por perto e torcem para não precisar conviver no mesmo espaço que elas por mais de...cinco segundos!
Eu, particularmente, abomino esse tipo de gente, e não faço o mínimo esforço para conviver com elas. Pois, para viver em sociedade, é preciso no mínimo, ter educação, e essas pessoas mostram, todos os dias, em cada gesto, cada palavra e cada atitude, que elas e a educação são inimigas mortais.
Elmo Ferrér
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
Reinações.
A três meses, preparamos a peça " O Reino". A peça, drigida e escrita por mim e encenada pela Trupe Bando de Artes, marcará a estréia da Trupe em palcos brasilienses. A apreensão é grande, muita responsabilidade, mas posso dizer que a peça está sendo preparada com muito carinho e cuidado. Nos preocupamos em marcar, desenhar, cada cena, cada movimento, para que tudo tenha o efeito esperado, sem perder a sutileza. Por ser um drama, a peça não aceita "cacos", o nome que damos no teatro para improvisações. Mas ainda assim, a peça tem seu lado cômico, por três vezes: quando Maria (Lúh Rodrigues) é apresentada ao senhor Boaventura (José Moreno), o diálogo se dá de maneira bem irônica. Quando Maria dança para o senhor Villar (Alvaro Macedo), a dança marca toda a cena, que na verdade será mais uma tentativa de fuga da personagem, quase uma corrida de gato e rato. E quando Maria imita os trejeitos de sua Mãe, Donna (Paula Durval).
Todas as cenas, como ja disse antes, estão sendo muito bem desenhadas. Os movimentos são bem finalizados, um movimento leva a outro. Me preocupei também em não revelar tudo ao espectador, sendo assim, uma cena que parece que vai terminar de um jeito, termina de outro.
Sinopse de O Reino:
Ao relembrar as palavras que sua mãe dizia, e que ela passa a dizer para sua boneca, Maria revê o seu lado negro ressurgindo e personagens da sua vida, até então esquecida, voltando. É quando ela se vê novamente em sua casa, um bordel de luxo dos anos 50, seus brinquedos, que em alguns momentos, se transformam em amigos imaginários, os ex-clientes, as brigas com sua mãe. Maria vivia de lembranças e fantasias. Vivia presa em casa, e quando precisava sair, inventava lugares. Foi assim com sua fuga para o circo. Maria vê seu futuro, uma noiva, e seu passado, uma debutante, se encontrando e lhe revelando a mais infeliz verdade: Ela é louca, e jamais será feliz. Será mesmo?
A peça é encenada pelos atores: Lúh Rodrigues (Maria) , Álvaro Macedo (Senhor Villar, Boneco, Palhaço) , José Moreno (Senhor Boaventura , Boneco , Mágico) , Ana Paula Silva (Boneca, lado negro de Maria, debutante, prostituta, patnner.) , Paula Durval (Mãe de Maria, boneca, noiva, trapezista).
Vale a pena conferir!!!
Todas as cenas, como ja disse antes, estão sendo muito bem desenhadas. Os movimentos são bem finalizados, um movimento leva a outro. Me preocupei também em não revelar tudo ao espectador, sendo assim, uma cena que parece que vai terminar de um jeito, termina de outro.
Sinopse de O Reino:
Ao relembrar as palavras que sua mãe dizia, e que ela passa a dizer para sua boneca, Maria revê o seu lado negro ressurgindo e personagens da sua vida, até então esquecida, voltando. É quando ela se vê novamente em sua casa, um bordel de luxo dos anos 50, seus brinquedos, que em alguns momentos, se transformam em amigos imaginários, os ex-clientes, as brigas com sua mãe. Maria vivia de lembranças e fantasias. Vivia presa em casa, e quando precisava sair, inventava lugares. Foi assim com sua fuga para o circo. Maria vê seu futuro, uma noiva, e seu passado, uma debutante, se encontrando e lhe revelando a mais infeliz verdade: Ela é louca, e jamais será feliz. Será mesmo?
A peça é encenada pelos atores: Lúh Rodrigues (Maria) , Álvaro Macedo (Senhor Villar, Boneco, Palhaço) , José Moreno (Senhor Boaventura , Boneco , Mágico) , Ana Paula Silva (Boneca, lado negro de Maria, debutante, prostituta, patnner.) , Paula Durval (Mãe de Maria, boneca, noiva, trapezista).
Vale a pena conferir!!!
sábado, 18 de setembro de 2010
Murilo Grossi- o dinossauro.
No último domingo, assisti no teatro Dulcina de Moraes, a peça " Dinossauros". A peça, do escritor argentino Santiago Serrano é encantadora, de uma sensibilidade, um romantismo, uma sutileza simplesmente perfeita. É o tipo de peça que você assiste e pensa: Senhor, eu nunca teria tanta sensibilidade!
A direção também foi impecável. Guilerme Reis, além de ter criado o Cena, é um grande diretor.
Mas, quero falar sobretudo dos atores da peça, Carmem Morethzon e Murilo Grossi.
Carmem é a simpatia e educação em pessoa. Um atriz sensível e simplesmente prefeita. No palco ela é grande. Pessoalmente, é delicada e muito, muito amável, algo tão difícil de encontrar nos atores nos dias de hoje.
Murilo me impressionou. Ja tinha visto alguns trabalhos dele na tv, mas nunca me chamou muito atenção. Não que achasse ele um mau ator, nunca, mas por nunca notar mesmo. Fui observa-lo agora, em "escrito nas estrelas", como o pai da protagonista Viviane/ Vitória. No palco, Murilo é de uma naturalidade única, um ator tão experiente. Também me admirou muito a humildade dele com a gente, público. tão educado, sensível. Trata a gente como se fossemos velhos conhecidos. Não há distância.
E dai, parei para pensar sobre a peça. Dinossauros são seres extintos, assim como alguns sentimentos humanos, que simplesmente parecem desaparecer a cada dia.
Carmem e Murilo são dois dinossauros. Em um meio onde as aparências e o ego são tão importantes, eles mostram atitudes extintas em muitos artistas: educação, humildade, sensibiidade, companheirismo, e sobretudo, talento.
Deixo aqui minha homenagem a esses atores, e dizer que a partir de sempre, sou fã do trabalho deles, e onde eles estiverem, estarei também, aplaudindo de pé.
Merda,merda,merda, dinossauros!
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Referência...
Para que possamos crescer na vida, profissionalmente ou pessoalmente, é natural termos referências. Muitas coisas e pessoas podem lhe ajudar a mudar de vida, seja através de uma música, de uma ação, de uma palavra...
Desde pequeno, sempre gostei de estrelas. E considero Didi Viana, uma.
Sempre admirei seu jeito popular, sua segurança ao falar, como tratava a todos... e sempre, nos comicios ou reuniões, eu ficava no canto, espiando e pensando...um dia ainda vou conversar com esse homem.
Quando conheci sua história então, a admiração só aumentou. Um mascate que sempre batalhou para ter tudo na vida com dignidada, resolve se candidatar a prefeito de uma cidade do interior, onde a política é extremamente coronelista, onde o sobrenome e a tradição ditam os deveres de cada cidadão. Uma cidade perdida no tempo, onde as pessoas viviam (e ainda vivem) na era da ditadura.
Me admirei em ver esse homem bater de frente a toda essa monopolização de poder e encarar os fatos e as pessoas poderosas sem abaixar a cabeça e se deixar intimidar. Apesar de não ter ganho as eleições, ganhou as disputas, e no meu ponto de vista, só não levou a cadeira de prefeito por que a população se vende fácil, e muitos eleitores dessa cidade não se importam em quem estão votando.
Hoje, Didi Viana se candidata a Deputado Estadual, e meu respeito e admiração só cresce, cada dia mais.
Escrevo este artigo, não por ser apenas época de eleição, mas, por que quero que vocês conheçam esse homem que foi responsável pela construção do meu caráter e por quem tenho enorme admiração.
E se quiserem conhecer as suas propostas, posso passar por e-mail. Se você não votar nele, ao menos saberá que no estado de Goiás e na extinta cidade de Luziânia, existe alguém que pensa em mudança.
Por Elmo Ferrér
O embarque e Rainhas.
Estou de cara em dois novos textos. Leiam a sinopse:
- O embarque: Um jovem chamado João se vê dentro de um vagão de trem, sem saber para onde ir. As constantes brigas com os pais o fez buscar aventuras que chamassem a atenção para sua vida. Encontra personagens que o põem em um linha tênue entre a realidade e a fantasia, que pode ser vivida a cada dia através das drogas. É uma peça musical, com duração de 30 minutos. Estou escrevendo para montar com um grupo de jovens da periferia do DVO. A idéia, é que após essa experiência, possamos transforma-la em um espetáculo direcionado para escolas e igrejas.
- Rainhas: As lavadeiras sentam todos os dias às margens do rio para, além de lavar roupas, contar seus causos cotidianos. Reprimidas dentro de casa por seus maridos, pensam em atravessar o rio e chegar até a outra margem, se libertando assim, de toda tortura e trabalho escravo. Numa dessas tentativas, são levadas pelo rio, e tem um encontro com as rainhas das águas, Oxum, Iemanjá e Iara.A peça será montada pela Trupe Bando de Artes e tem estréia para a semana da consciência negra, em Novembro.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Direção: descoberta.
Através da peça O Reino, texto que escrevi, estou me descobrindo mais ainda como diretor. Até então, sempre dirigi em conjunto, dessa vez, comprei a briga sozinho. E estou adorando. É bom criar, passar, ver aquilo se transformar. O Reino cada dia fica mais bonito, as marcações bem desenhadas. Percebo a cada dia, o quanto é importante você esta numa faculdade de teatro, o quanto isso te ajuda, te faz crescer... e melhor, o quanto assistir espetáculos teatrais fazem você apurar seu sentido de direção, de escrita, de atuação. Fico triste em ver como tem gente no mundo completamente despreparada que se apresenta como ator/ atriz, e nem sequer sabe o que realmente é teatro.
Não percam O Reino, estréia dia 27 no teatro Conchita!!
@elmo_ferrer
Não percam O Reino, estréia dia 27 no teatro Conchita!!
@elmo_ferrer
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
E assim...
Esperteza pouca é bobagem heim??
Tem muita gente por ai que se considera esperta, faz e apronta de tudo e sempre procura um laranja para jogar tudo em cima. Não seria muito mais fácil reparar o erro. O mais impressionante é que as pessoas simplesmente parece não ter memória... não lembra do que fez, apenas do que fizeram para ela. Ou será que fizeram? Será que não foi apenas uma resposta a tudo que causou??
É algo a se pensar...
@elmo_ferrer
Tem muita gente por ai que se considera esperta, faz e apronta de tudo e sempre procura um laranja para jogar tudo em cima. Não seria muito mais fácil reparar o erro. O mais impressionante é que as pessoas simplesmente parece não ter memória... não lembra do que fez, apenas do que fizeram para ela. Ou será que fizeram? Será que não foi apenas uma resposta a tudo que causou??
É algo a se pensar...
@elmo_ferrer
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