terça-feira, 30 de outubro de 2012
Amores solúveis.
Enquanto ela partia em seu barco de papel, ele a observava do pier. Aquele mesmo lugar onde tempos atrás os dois se encontram e trocaram juras de amor.
Ele percebeu que as diferenças entre os dois eram maiores que o amor que diziam sentir um pelo outro. E de certa forma, pra ele, não vale a pena ficar com alguém sem poder modificar a pessoa em prol de sua própria felicidade.
Ela, em seu barco solúvel, via a imagem dele se afastar cada vez mais. E lembrou de todas as vezes se renunciou daquilo que acreditava para faze-lo feliz e de todas as vezes que se calou para que ele pudesse falar. E que quando não concordava com algo, apenas sorria para não contesta-lo. Ela não era submissa, apenas o aceitava como era e sabia que um lado sempre deveria ceder, porque quando o amor é verdadeiro, sempre se cede, sempre se aceita, sempre se releva.
Ele, sem lágrimas nos olhos, via a ida dela como uma ida necessária.
Ela, com os olhos marejados, pensou que aquele amor foi único enquanto existiu. E que ela não vive momentos, vive amores.
Elmo.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Permita-se.
Quantos de nós não buscamos na vida a sorte de um amor tranquilo com sabor de fruta mordida?
Para alguns, o amor é uma necessidade. É a cocaína que alegra de imediato e deixa a sensação de vazio no dia seguinte. A necessidade de amar e ser amado para alguns é tão vital quanto respirar. Para outros, a necessidade de ser amado é muito maior do que a de amar.
Será que estamos nos permitindo amar e ser amados? Ou será que apenas queremos alguém que nos ame para que possamos nos sentir importantes?
Todos nós sonhamos, planejamos, desejamos o amor, mas será que estamos realmente abertos a isso? Ou será que perdemos tempo demais selecionando as pessoas conforme as perfeições, muitas vezes, que só existem pra nós mesmos?
Precisamos nos permitir mais. Deixar que o amor entre de verdade na nossa vida, sem amarras, sem preconceitos, sem ser tão... seletivo!
Muitas vezes aquela pessoa que você acredita que não vai lhe oferecer nada, só porque não tem o seu tipo físico ou algo assim, pode ser a pessoa que reúne tudo que você procura em alguém. Pode ser o alguém de verdade que você tanto procura.
Seja feliz de verdade! Permita-se!!!!!!!
Por: Elmo Ferrér
Para alguns, o amor é uma necessidade. É a cocaína que alegra de imediato e deixa a sensação de vazio no dia seguinte. A necessidade de amar e ser amado para alguns é tão vital quanto respirar. Para outros, a necessidade de ser amado é muito maior do que a de amar.
Será que estamos nos permitindo amar e ser amados? Ou será que apenas queremos alguém que nos ame para que possamos nos sentir importantes?
Todos nós sonhamos, planejamos, desejamos o amor, mas será que estamos realmente abertos a isso? Ou será que perdemos tempo demais selecionando as pessoas conforme as perfeições, muitas vezes, que só existem pra nós mesmos?
Precisamos nos permitir mais. Deixar que o amor entre de verdade na nossa vida, sem amarras, sem preconceitos, sem ser tão... seletivo!
Muitas vezes aquela pessoa que você acredita que não vai lhe oferecer nada, só porque não tem o seu tipo físico ou algo assim, pode ser a pessoa que reúne tudo que você procura em alguém. Pode ser o alguém de verdade que você tanto procura.
Seja feliz de verdade! Permita-se!!!!!!!
Por: Elmo Ferrér
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Conjunturas desconjuntas.
Toca o despertador interno, duas horas após ter conseguido pegar no sono após uma noite fria, de cigarros, vinhos, música, pensamentos.
Abro a janela e mal dá pra ver o quintal lá fora, coberto por névoa. Sem me preocupar com o frio que assola o mundo, faço meu café amargo, acendo meu cigarro e vou.
O banco de madeira molhado, as gotas de orvalho caindo das flores adormecidas. Um raio de sol triste entra em meio a vida que dorme ali naquele quintal.
Uma vida se desfaz aos poucos, começando internamente e a qualquer momento, fisicamente.
Eu decidi que será assim. Assim serão meus últimos dias.
Pensei muito antes de decidir como aproveitar os momentos que me faltavam. Rejeitei de imediato a ideia de que passar os instantes ao meu lado não seria boa. Mas ao mesmo tempo, a certeza de que neste momento não haveria pessoa melhor para estar comigo do que eu mesmo me confortava. Afinal, ninguém merece acompanhar de perto o definhar de um ser.
Esta morte lenta não é circunstancia de nenhuma doença incurável. É apenas a decisão mais certa a ser tomada.
Vejo mais um raio de sol tomando o branco do quintal e penso nas coisas que eu disse sem querer disser. E quantas coisas causei sem querer causar. Fui vilão e mocinho. Ora fui um mosaico de todas as coisas que recebi, ora um espelho refletindo a verdade do que eu realmente sou.
Ah, eu amei. Amei com vigor, amei com a força de um raio de sol que invade a manhã nebulosa sem se importar, sem se medir, sem se guardar.
Amei e uma grande parcela de amor foi destinada ao desprezo, a pessoas que receberam tudo que eu tinha pra dar como quem fuma um cigarro, me usando aos poucos, me queimando, me transformando em cinzas, me jogando fora quando de me restou o mínimo, o filtro solitário.
Eu me destruo aos poucos,brinco de ser destino e lanço a minha própria sina. Escrevo meu fim. Morro aos poucos esperando que um resto de vida dentro de mim resolva me salvar do que eu mesmo provoco. E seria mais fácil tentar mudar tudo? Deixar de ser eu e começar a agir de diferentes formas?
Mas deixar de ser eu não significa morrer? Agir de formas controversas a mim não é me matar aos poucos?
Por que não ficar só? Por que não escolher a verdade que preciso pra...viver?
Um e mais um e mais um e agora vários raios de sol invadem o espaço. O sol decidiu pelo sim, embora algumas vezes decida pelo não. Até a ele foi dado o poder de escolha. Quando resolve se esconder por entre nuvens e chorar lágrimas ácidas que inundam cidades, ele assim o faz sem questionamentos. Por que eu não?
Levanto-me e vou para dentro da casa solitária e fria, colocada como uma peça de Lego sobre o alto da montanha.
Aqui ficarei esperando minha hora. Continuarei bailando e tomando vinho todas as noites até o sono chegar.Continuarei acordando quando a alma assim decidir. Continuarei indo ao quintal gelado até o sol interromper a melancolia que vivem as flores enquanto dormem. Continuarei, até a hora chegar.
Elmo.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
O rapaz e seu apê 2x2.
Chego em casa e minha cadela me recebe com um beijo e uma rabada.
Tiro a roupas, acendo um incenso e me jogo no sofá!
Vinho, incensos e música.
É tão bom estar só!
As vezes uma lembrança ou outra vem a mente.
Vinho, incensos e música me ajudam a relaxar.
Daí vem você, de mansinho, invadindo os meus pensamentos.
E o gosto do vinho cada vez melhor.
Daí vem nostalgias (serão elas necessárias?)
O incenso invade o espaço.
Daí vem o coração batendo levemente. Conhecendo eu suas batidas já sei o que me dizem.
A música toma meus sentidos.
Daí vem o tona tudo que é preciso e tudo que pode ser deixado dentro do copo de vinho, tudo que pode virar cinza de incenso... tudo que pode virar música.
E tudo que sentiram virou música. E tudo que ouço veio do que já foi sentido por alguém.
É necessário sentir?
Sim. O vinho, o incenso, a música....tornam-se cada vez mais necessários.
Tiro a roupas, acendo um incenso e me jogo no sofá!
Vinho, incensos e música.
É tão bom estar só!
As vezes uma lembrança ou outra vem a mente.
Vinho, incensos e música me ajudam a relaxar.
Daí vem você, de mansinho, invadindo os meus pensamentos.
E o gosto do vinho cada vez melhor.
Daí vem nostalgias (serão elas necessárias?)
O incenso invade o espaço.
Daí vem o coração batendo levemente. Conhecendo eu suas batidas já sei o que me dizem.
A música toma meus sentidos.
Daí vem o tona tudo que é preciso e tudo que pode ser deixado dentro do copo de vinho, tudo que pode virar cinza de incenso... tudo que pode virar música.
E tudo que sentiram virou música. E tudo que ouço veio do que já foi sentido por alguém.
É necessário sentir?
Sim. O vinho, o incenso, a música....tornam-se cada vez mais necessários.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Morar em si.
Sobre os dias em que não se deseja morar em si, não se ser, não se levar pra onde quer...
Dias nublados dentro de si, embora lá fora venha o sol dizer que o clarear lá está. Mas quando a lâmpada interna apaga, o breu toma conta e nem mil vaga-lumes são capazes de fazer voltar o brilho.
A ideia de fechar os olhos e esperar tudo passar parece boa. Mas, se os olhos não mais abrirem?
Vontade de pôr os pés no mar... vontade de pôr os pés nas nuvens. Vontades...!
Morar em mim não é simples assim, principalmente quando a minha realidade interna se depara com a externa. E então, percebo que o mundo que quero não é o que tenho. Que a casca que levo não é a quero. Que a vida que vivo não é minha!
Moro em mim, talvez por não encontrar um lar adequado para tão abstrata alma.
Morar em mim... alugar-me por tempos indeterminados. Sou meu próprio vizinho chato que não me deixa dormir com as músicas altas tarde da noite. Sou o cão que late de madrugada, perturbando meu sono. Sou minha própria insônia.
Elmo.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Devo.
E mais uma vez eu vejo o sentimento ser ceifado. Sem dó nem piedade.
Como se ranca a folha de uma árvore. Como se ranca a folha de um caderno.
Como se ranca um coração?
Como se despreza o que se sente? E o que se faz com o que sobra, o que fica, o concreto do líquido?
O que posso eu fazer?
Amanhã acordo às seis e a manhã será fria, como todas as outras...
Devo pegar toda essa lembrança e deixar na lixeira na frente de casa?
Devo pegar esta bacia de lágrimas e derramar na varanda?
Devo pegar o que você desprezou e que ainda está em mim e deixar que sai junto com a fumacinha que sai da boca pela manhã?
Devo o quê?
Devo acordar, tomar um banho, escovar os dentes e tomar um café bem quente e bem amargo.
Devo pegar um ônibus lotado, ouvir música e ficar alheio, pensando no que tenho... no que não tenho!
No que tenho do que é seu. Do que não tenho do que te dei.
Devo pensar e passar o dia pensando e quando tudo acabar, quando a hora chegar, devo pegar o ônibus de volta pra casa e devo tirar a roupa ao chegar, deixando-a espalhada pelo chão do quarto.
Devo tomar um banho e devo deixar as lágrimas escorrerem pelo ralo.
Devo me deitar e pensar e esperar o sono chegar.
E devo acordar as seis no dia seguinte.
E devo fazer isso todos os dias até que a dor passe.
E se ela não passar?
Devo fazer tudo do mesmo jeito, pois a vida continua. Mesmo chata, ela continua!
Elmo.
Como se ranca a folha de uma árvore. Como se ranca a folha de um caderno.
Como se ranca um coração?
Como se despreza o que se sente? E o que se faz com o que sobra, o que fica, o concreto do líquido?
O que posso eu fazer?
Amanhã acordo às seis e a manhã será fria, como todas as outras...
Devo pegar toda essa lembrança e deixar na lixeira na frente de casa?
Devo pegar esta bacia de lágrimas e derramar na varanda?
Devo pegar o que você desprezou e que ainda está em mim e deixar que sai junto com a fumacinha que sai da boca pela manhã?
Devo o quê?
Devo acordar, tomar um banho, escovar os dentes e tomar um café bem quente e bem amargo.
Devo pegar um ônibus lotado, ouvir música e ficar alheio, pensando no que tenho... no que não tenho!
No que tenho do que é seu. Do que não tenho do que te dei.
Devo pensar e passar o dia pensando e quando tudo acabar, quando a hora chegar, devo pegar o ônibus de volta pra casa e devo tirar a roupa ao chegar, deixando-a espalhada pelo chão do quarto.
Devo tomar um banho e devo deixar as lágrimas escorrerem pelo ralo.
Devo me deitar e pensar e esperar o sono chegar.
E devo acordar as seis no dia seguinte.
E devo fazer isso todos os dias até que a dor passe.
E se ela não passar?
Devo fazer tudo do mesmo jeito, pois a vida continua. Mesmo chata, ela continua!
Elmo.
domingo, 24 de junho de 2012
Sobre sorriso, raio de sol e outras coisas que não citei...
Então nós abrimos os olhos, movimento sincronizado, assim como quando falamos juntos ou pensamos juntos. Coisa de alma gêmeas.
Então eu percebi que você estava ao meu lado e que mais uma vez acordei com você.
E como é bom...
Então o raio de sol invadiu nosso quarto pela fresta da janela.
Então você sorriu e o raio se fez tímido.
E então, luz!
Luz do seu sorriso em minha vida, abrindo as manhãs
trazendo ao coração a certeza de que, se não o calor do sol...
Ah! Seu amor me aquece...!
Elmo
Então eu percebi que você estava ao meu lado e que mais uma vez acordei com você.
E como é bom...
Então o raio de sol invadiu nosso quarto pela fresta da janela.
Então você sorriu e o raio se fez tímido.
E então, luz!
Luz do seu sorriso em minha vida, abrindo as manhãs
trazendo ao coração a certeza de que, se não o calor do sol...
Ah! Seu amor me aquece...!
Elmo
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